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Mostrando postagens de março, 2018

TIBETE, ROMANCE DE SILAS CORREA LEITE, QUE LIVRO É?

Tibete “Quem somos nós, autointitulados humanos, senão meros cavalos passando de mão em mão e servindo como veículos para que a vida possa escorrer por meio de nossas existências?” Roberto Damatta -E se depois que você consegue “tudo” na vida (e o que é tudo, afinal?), com as mãos limpas, com muito trabalho, profundos estudos, tantos esforços, diversos cursos; com sensibilidade a mil e uma criatividade profissional fora de série, mais dedicação, esmero, e então, um dia, de uma hora para outra, num raro momento finalmente saca. Aturdido descobre que não é nada, que não foi importante o que fez, que não significa muita coisa, afinal, pois tudo isso não fez você feliz? O que é tudo? O tudo que é nada. E se você, depois de erros e acertos na vida pregressa, como todo mundo, acabar com posses limpas, sendo vencedor numa sociedade podre em que ser vencedor poder ser uma terrível marca ruim – “Quem entra em buraco de rato/De rato tem que transar”, diz o rock do Raul Seixas - e você de...

FRAGMENTO DO ROMANCE GOTO DE SILAS CORREA LEITE

A Noite de Um Estranho Dentro de Casa, e Sequelas Foi num dia qualquer de um abril antigo e quase inexistente dos anos sessenta (ou seria setenta?), se me lembro direitinho (não querendo lembrar) e ainda me dói o saber inteiro de detalhes, quando chegamos à noitinha em casa, eu e a minha patroa, Sauma, grávida do primeiro filho - iria se chamar, se fosse varão, Vladimir, se fosse mulher, minha esposa escolheu Ética - vindo do Supermercado Andorinha do amigão Sérgio Varoulf, lá onde fomos fazer a feira do mês. Era um sábado, se me lembro bem a data. Mas todo o resto me vem dolorosamente à lembrança sacrificial como se fosse ainda 'já-hoje' mesmo. Impossível não recordar. Não quero me decompor, não posso, mas em algum lugar-prurido lá no mais íntimo neural de mim, isso tudo que vou contar me dói como se um moinho de vento fantasma, invisível, e assim me corrói a alma-navalha, feito um pântano que convive paralelo ao meu Eu de Mim, na moral do fracasso, numa trágica condição i...

OUTRA ENTREVISTA COM SILAS CORREA LEITE

TOP DEZ Entre/Vistas Micro Entrevista com o Ciber Poeta Silas Correa Leite, autor de SURTAGENS, Contos, Editora Tinta Livre, SP, 2014 CULT NEWS ENTREVISTA TOP DEZ -01)-Goto, romance, a Lenda do Barqueiro Noturno do Rio Itararé, é o melhor livro que vc lançou, até por ser um romance de 432 páginas? RESPOSTA -Bom, escrevo desde os 16 anos de idade, comecei em 1968, de lá para cá entre ebooks, livros por demanda, impressos, no total são vinte obras de gêneros variados. O que foi destaque na chamada grande mídia, inclusive televisiva, foi o livro virtual O Rinoceronte de Clarice, primeiro livro interativo da rede mundial de computadores, que foi tese de mestrado e de doutorado, mas, pelo volume narrativo, qualidade do livro, a crítica em três artigos considerou meu melhor livro até em então, o GOTO, o que me deixa feliz, contente, mas é apenas um livro e mais um degrau numa carreira literária que tento construir em quase 50 anos, promovendo Itararé, minha aldeia natal, colocando-a na ...

NOVA ENTREVISTA COM SILAS CORREA LEITE

1. Fale um pouco sobre você: seu nome, idade, onde mora e etc... RESPOSTA: Silas Corrêa Leite, 63 anos, Professor aposentado de um dos três trampos (saía de casa as 6 da manhã voltava meia-noite), nascido em Monte Alegre, Paraná colonião (hoje Telêmaco Borba), Paraná, criado em Itararé-SP, cidade histórica das revoluções desde os seis meses de idade, terra de meus pais. Tenho casa em Itararé e casa em SP, onde estou desde 1970; para onde migrei com 18 anos, só com o curso primário, “Sem dinheiro no bolso, sem parentes importantes, e vindo do interior...", como diria a canção do Belchior. Mas já escrevia desde os 8 anos, descoberto precoce pela professora Jocelina Stachoviach de Oliveira, do Grupo Escolar Tomé Teixeira, e com 16 anos escrevia para o jornal o Guarani. De origem humilde, fui engraxate, boia-fria, vendedor de dolé de groselha preta, auxiliar de marceneiro, garçom, e também com 16 anos aprovado em concurso para locutor na Rádio Clube de Itararé, e nos shows de Pratas d...

ENTREVISTA COM SILAS CORREA LEITE

ENTREVISTA COM O POETA SILAS CORREA LEITE SILAS CORREA LEITE Quem é Silas Correa Leite? -Um plantador de incêndios. Ou, talvez, um mero ponto de interrogação a beira do abismo. E que desesperadamente, em surto-circuito contínuo até, feito uma catarse sobrevivencial, escreve para fugir de viver, e assim, de algum modo em ponto de fuga, tentar habitar uma realidade substituta, muito melhor do que conviver e residir com essa mórbida “gentehumana”. Será o impossível? Quais foram as suas primeiras influências para a escrita e poesia? -Leitura da Bíblia, de clássicos universais (Clube do Livro – vendedores de livros), Érico Veríssimo, Fernando Pessoa, e ainda Seleções, jornais, revistas de fotonovelas das seis irmãs antes de mim... E já precoce lia silêncios, olhares, prelúdios, seres. Seres? Em que momento você sentiu a necessidade de escrever? -Eu desenhava meus pobres heróis pueris em papelões de caixas de chapéu do meu pai, em compensados, Eucatex, paredes, folhas de papel de pã...